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Força no pedal

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Especialistas explicam quais os benefícios do ciclismo, prática que está se tornando comum entre os brasileiros, principalmente em cidades grandes, onde o trânsito está cada vez mais complicado

Na era da sustentabilidade, o ciclismo é um esporte que está conquistando cada vez mais adeptos. O que muitos não sabem é que qualquer pessoa pode andar de bike. Não importa a idade, muito menos o nível de condicionamento físico. “Não há restrição. Além de ser prazeroso, traz diversos benefícios para o sistema cardiovascular”, explica o ortopedista Rafael Silva. Segundo ele, o ciclismo ajuda a fortalecer os membros superiores e a desenvolver a coordenação motora.

O ortopedista e médico do esporte Maurício Póvoa Barbosa, da Clínica Orthobone, também indica o esporte: “É uma atividade que apresenta uma menor sobrecarga nas articulações, se comparada a corrida ou caminhada, diminuindo principalmente a carga sobre a articulação do joelho e da coluna”.

Para o educador físico, Lucas Magdalena, a atividade também é benéfica na prevenção a doenças e ajuda a queimar as gordurinhas. “O ciclismo causa um perfeito estado de bem-estar físico, mental e social, que são fatores determinantes na promoção da saúde”, relata Lucas.

O personal trainer Carlos Klein aconselha, assim como para qualquer exercício físico, fazer um bom aquecimento. “É importante alongar, fazer movimentos lentos com braços e pernas, para lubrificar as articulações, aumentando gradualmente a frequência cardíaca.”

O ortopedista Silva tem a mesma opinião: “A falta de alongamento pode causar dores, principalmente nos quadríceps, no abdômen, nas panturrilhas e na região lombar, principais músculos usados durante a prática do ciclismo”.

Durante a prática, os especialistas frisam a importância de estar sempre bem hidratado. Além disso, é fundamental usar equipamentos de segurança e roupas apropriadas para evitar maiores danos numa eventual queda. “O ajuste da altura do selim, marcha, modelo e tamanho de quadro e aro colaboram para uma postura correta. Assim, não haverá sobrecarga de músculos, tendões e articulações”, ensina o educador.

Ar Livre X Academia

Indicada para quem sofre de alguma lesão, a bicicleta de academia foi preparada para pessoas que não podem caminhar ou que apresentam restrições para isso. Mas no quesito queima de gordura, a diferença é grande. Maurício Póvoa Barbosa avisa que o gasto de energia na bicicleta de rua é quase 50% maior que na ergométrica. Uma pessoa de 70 quilos que pedalar 30 minutos em uma montain bike, terá um gasto calórico aproximado de 310 calorias. Por outro lado, se esta mesma pessoa pedalar, na academia, durante o mesmo período, gastará cerca de 180 calorias.

Klein também prefere a bike comum. “É motivante. Você desloca o peso do seu corpo e precisa unir forças. Sem falar no estímulo visual e nas mudanças de terreno, que criam desafios e fazem com que você mantenha o equilíbrio.”